Bahamas: Uma nova camada de flexibilidade para o seu patrimônio.

Nas Bahamas, foi proposto o Usufruct Interest Bill, 2026, um novo marco legal que formaliza o uso do usufruto como instrumento patrimonial.

Na prática, ele permite separar duas coisas que normalmente estão juntas:
quem é dono do ativo e quem recebe os benefícios econômicos dele.

O proprietário mantém a titularidade.
O usufrutuário passa a ter direito ao uso e aos rendimentos: como dividendos, juros ou aluguéis.

E isso pode ser aplicado a diferentes tipos de ativos:
participações societárias, contas de investimento, imóveis, direitos e até ativos digitais.

Alguns pontos relevantes da proposta:

• Estrutura pode ser criada por contrato, testamento ou trust.
• Pode durar até 99 anos para pessoas físicas.
• Direitos econômicos ficam com o usufrutuário, enquanto o capital permanece com o proprietário.
• Registro garante validade perante terceiros.
• O usufruto continua válido mesmo em situações de insolvência.

Mais do que um conceito jurídico, isso cria uma nova camada de estruturação patrimonial.

Especialmente quando pensamos em sucessão, proteção de ativos e organização de patrimônio internacional.

Esse tipo de movimento reforça uma tendência clara:
as jurisdições estão evoluindo para oferecer mais flexibilidade na forma como o patrimônio é estruturado e transferido ao longo do tempo.

E, com isso, aumenta também a importância de desenhar essas estruturas de forma coordenada entre países.

Texto: José Andrés Lopes da Costa | Sócio da Bptax.

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